segunda-feira, 8 de junho de 2015

Nunca fui completude

Nunca fui completude. Nunca fui exata como um sim, ou, um não. Em algumas vezes fui apenas ir ou ficar, sorrir ou chorar, desistir ou continuar. Em outras me senti como abraços quentes em despedidas gélidas. Já disse não com a boca e gritei sim com os olhos. Ja ri tanto em meio às minhas lágrimas, que gargalhei meu pranto. Às vezes quis esquecer lembrando. Já senti tanto. Já senti mais. Já senti menos. Nunca fui simples. Na verdade nem sou. Sou um livro vivo de páginas intensas. Nem sempre me mostro atraente. Tenho a alma inquieta e os olhos serenos. Sou flor, caule e chuva. Preciso de terra e raiz. Me alimento de escolhas e entregas e preciso demasiadamente ser livre para não me tornar infeliz.

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