domingo, 21 de fevereiro de 2016

Singularidade

A sua voz
Trouxe o céu ao meu alcance

É como uma caneca de café quente
Naqueles dias sonolentos
Tudo que eu preciso
para amanhecer

Bem,
É terno me ver em seus olhos
Fitá-los

Me encontrar nesses instantes
É uma certeza grata
Vívida

Te escreveria mais que mil poemas
Simetricamente parecidos
Distintos
em
Afeto

Te escreveria lembranças
Memórias

Nossa história
perduraria
a nós
como todas as histórias que li
ficaríamos ali
intactos
caídos

Como em fotografias

Contudo,
nem uma odisseia explicaria
a exuberância bela
que invade os meus dias
sob a sua existência

Nem os inúmeros cafés
Discussões
Livros
Equações
Poemas
Risos

Tratam significativamente
a singularidade
da sua vinda
da sua ´presença
Em minha vida


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