Desde que me situei na minha existência, muito construí. Diria ingenuamente que construí uma vida inteira, mas, o inteiro é demasiado para quem ainda tem muito para viver. Tive dias intermináveis que findaram, e dias que poderiam ter sido infinitos. Mas, todos passaram. Hoje não tenho mais a doçura dos 16 anos, reconheço a minha pouca amargura. Haveria um modo de amadurecer sem perder sequer um triz da doçura? Eu sinceramente acredito que não. Já não tenho mais tanto medo de ir. Ir às vezes é preciso. Necessário. Tampouco hesito em ficar. Fico quando me apetece, quando quero. Quando preciso. Rasguei cartas de amor tolas, mas, guardo palavras apaixonadas ainda mais tolas em meu coração. Se eu pudesse reescreveria alguns momentos, outros, recriaria iguais, só para vivê-los outra vez. Não desperdiço mais um sorriso, mas, ainda, desperdiço lágrimas. Jogo-as em um ventilador enorme, para que corram e sejam sentidas. Nem sempre desaguam tristezas, já jorrei lágrimas felizes em muitos dos meus dias. Não tenho tanta pressa, e talvez, nem tanto tempo. Mas, vou continuar construindo a minha vida inteira. Um dia ela será uma vida inteira. Uma vida inteira de momentos que vivi. Uma vida inteira... Que sempre foi e sempre será mais minha do que de qualquer outro alguém.
Siempre existimos por dentro.
ResponderExcluirBeijos ;-)
Sim =]
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